sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Turismo - Nos Sítios de Cabrela e do Monfurado

Se quiser passar vários dias a passear a pé e em btt na zona de Montemor-o-Novo, só tem que escolher onde quer ficar: tem, sinalizados, quatro percursos pedestres e dois em btt, que, no conjunto, lhe dão a conhecer o fundamental do património natural de dois Sítios propostos para integrar a Rede Natura 2000: Cabrela e Monfurado.

Comece por dirigir-se a Baldios e procure a antiga Escola Primária, onde se localiza o Núcleo de Interpretação Ambiental. Aqui encontra toda a informação sobre a importância dos Sítios referidos, seus habitats e espécies, na qual se incluem várias brochuras de apoio aos percursos. Pode visitar uma Exposição Permanente e, no espaço exterior, tomar contacto com um conjunto de espécies arbustivas e arbóreas que depois encontrará nos passeios.


De destacar que uma das brochuras, intitulada “Património Cultural”, contém ainda preciosas informações sobre alguns dos menos conhecidos expoentes do Património construído de Montemor-o-Novo. É o caso, entre muitos outros, da Ermida de São Luís da Mogueira, com interessante colecção de ex-votos em cera representando animais (ou não fosse o Santo o seu padroeiro!); dos Conventos dos Monges e de Santa Cruz de Rio Mourinho; das Quintas da Torre do Carvalhal, de Sancha-a-Cabeça e de Nossa Senhora do Rosário; e, também, de alguns monumentos megalíticos.Reservando as manhãs para passear, desde que tenha carro ou bicicleta, poderá passar agradáveis tardes à descoberta de alguns destes pontos de interesse, seguindo apenas as indicações de localização que lhe são dadas nesta brochura.

Os percursos pedestres, com distâncias que oscilam entre os 7 e os 10 kms, incluem, em três casos, alternativas mais curtas. Têm como ponto de partida e de chegada as aldeias de Cabrela, Baldios, São Cristóvão e a vila de Santiago do Escoural.Os percursos em btt ligam São Cristóvão a Casa Branca e Casa Branca a Escoural e têm, respectivamente, 15 e 12 kms.

Fonte

A freguesia de Cabrela


Na parte sudoeste do concelho de Montemor-o-Novo, para sul desta cidade, a freguesia de Cabrela é constituída pela sua sede e pelo lugar de Valancho, que no passado formou freguesia própria.

 O povoamento do seu termo ascende a épocas muito remotas. Comprova-o a arqueologia, através de diversos vestígios megalíticos (antas) e romanos (diversas moedas). O nome da freguesia parece estar ligado ao facto de, em tempos remotos, a região ter sido local onde proliferava a cabra selvagem. Cabrela situava-se a princípio num outeiro, onde até há alguns anos se viam restos da antiga igreja matriz. Chamou-se de início Aldeia do Pinhal e, a partir do século XVI, Vila Nova do Pinhal.

Cabrela foi elevada a vila em 1516 por D. Manuel I, que lhe deu um segundo foral. D. Afonso Henriques já o concedera também, em 1170. Antes ainda do reinado de D. Dinis, que é comunmente aceite como o início do concelho, a vila de Cabrela já tinha justiças próprias, um governo local, etc. Em 1826 foi elevada a Sede de Concelho; perdeu este estatuto com a integração no Concelho de Alcácer do Sal em 1895; passou por último a pertencer ao Concelho de Montemor-o-Novo no ano de 1898. Foi das comarcas de Santarém, Setúbal, Lisboa e Alcácer do Sal. Em termos eclesiásticos, o prior era nomeado pela Mesa da Consciência e Ordens.

A nível do património edificado de Cabrela, destacamos a igreja paroquial. Inaugurada em 1625, é dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Dantes, era de abóbada e tinha cinco altares, mas sofreu desde a sua construção algumas alterações. Em termos económicos, Cabrela tem como actividades principais a agricultura, a exploração de cortiça, a pecuária, a panificação, a serralharia civil e o pequeno comércio. Vivem neste momento na freguesia cerca de 850 habitantes. Um número que tem vindo a decrescer ao longo dos anos, já que em 1950, antes da vaga migratória que assolou sobretudo o interior do País, esse número se cifrava em cerca de 4300. Era uma das mais populosas vilas do Alentejo.

 O artesanato, na freguesia, é um dos aspectos evidentes da ruralidade da povoação. Simboliza bem tudo isto um velho artesão, que desde há muitos anos se dedica, ao ponto de se ter tornado uma verdadeira referência de Cabrela, diversos instrumentos de cortes e enxós. Como referia uma publicação concelhia, “a oficina é pequena e arrumada, o fole muito gracioso, e todo o ambiente de trabalho parece pertencer a épocas passadas”. Parece e é, dizemos nós. Refere o “Guia de Portugal” (João Parreira) em relação a Cabrela: “Do alto da povoação, extenso panorama até Palmela, serras da Arrábida e Montemuro.

O terreno encrespa-se gradualmente, picado do verde- -negro das azinheiras. Surgem os “montes” típicos, rodeados pelos palheiros e os frascais de mato. Pastagens, e por vezes grandes montados, formando quase floresta”.

Actividades económicas: Agricultura, Exploração de Cortiça, Pecuária, Panificação, Serralharia Civil e Pequeno Comércio.

Património: Igreja Matriz.

Outros Locais: Açude da Cabrita, com Lugar de Lazer e Moinhos de Vento.

Gastronomia: O Geral da Região.

Artesanato: Trabalhos em Madeira e Palha.

Colectividades: Banda Filarmónica e Associação Humanitária da Freguesia de Cabrela.

Orago: N.ª Sr.ª da Conceição.

Feiras: Mercado mensal (1.º domingo do mês) e feira anual (2.º domingo de Junho).
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O concelho de Montemor-o-Novo


É um dos maiores concelhos de Portugal. Com uma área de 1.450 quilómetros quadrados, aqui vivem actualmente cerca de quarenta e cinco mil habitantes. É constituído por dez freguesias: Cabrela, Ciborro, Cortiçadas de Lavre, Foros de Vale de Figueira, Lavre, Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo, Santiago do Escoural, S. Cristóvão e Silveiras.

Um número que em meados do século era muito maior. A própria cidade e sede de concelho chegou a ter quatro freguesias, hoje reduzidas a duas. O território foi conquistado aos mouros (que aqui haviam erguido uma fortaleza defensiva, cujos restos ainda hoje subsistem na vila), definitivamente (porque antes já o fora por D. Afonso Henriques) durante o reinado de D. Sancho I. Este monarca deu foral a Montemor-o-Novo em 1203. No entanto, o seu povoamento é muito anterior aos sarracenos.

No tempo dos romanos, Montemor-o-Novo era a cidade de Castrum Malianum, e antes ainda aqui estiveram povos neolíticos, como o atestam algumas figuras rupestres no Escoural. Terão sido os primeiros habitantes do concelho. Em 15 de Agosto de 1503, Montemor-o-Novo recebia novo foral, desta vez concedido por D. Manuel I. Nasceu neste concelho S. João de Deus, um Santo português que deixou a sua presença bem marcada pelos actos da maior benemerência em Portugal e em Espanha. Foi beatificado em 1623 e canonizado em 1690.

Os principais produtos produzidos em Montemor-o-Novo são a cortiça, o carvão vegetal, os cereais, o azeite, o gado e o vinho.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Câmara de Évora aumenta impostos

A Câmara de Évora aprovou o aumento dos impostos municipais para 2014 para "os valores máximos", devido às "exigências legais de cumprimento" do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).
Em comunicado enviado à Agência Lusa, o actual executivo camarário, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), realça que "não se pode sobrepor" às exigências do PAEL, apesar de "discordar de tal mecanismo financeiro".
O Município alentejano, ainda durante a anterior gestão socialista, recorreu ao PAEL para um empréstimo de 32 milhões de euros para pagar dívidas de curto prazo.
As propostas, que foram aprovadas na última reunião pública de câmara, vão agora ser submetidas à votação da assembleia municipal, órgão onde a CDU tem maioria relativa.
A proposta de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios rústicos e urbanos é de 0,8% e para prédios urbanos avaliados nos termos do código do IMI de 0,5%.
No caso da Derrama, a taxa fica nos 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o IRC, mas está prevista uma taxa reduzida de 0,5% para as empresas com volume de negócios no ano anterior que não ultrapasse os 150 mil euros.
Foi também aprovada a participação variável no IRS de 5% e a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, a aplicar às empresas de comunicações, de 0,25% sobre a facturação mensal.
Por proposta dos vereadores da CDU, subscrita também pelos eleitos do PS, a Câmara vai enviar à Assembleia da República uma carta sugerindo a alteração da legislação para que esta taxa seja suportada pelas empresas e não pelos munícipes.
Fonte:correio alentejano

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Distâncias aproximadas

Distâncias aproximadas em km's de Cabrela a :

Alcacer do Sal 28kms
Alvito 83kms
Arroiolos 47kms
Badajoz 156kms
Beja 116kms
Borba 108kms
Comporta 56kms
Coruche 52kms
Evora 56kms
Estremoz 98kms
Grandola 55kms
Lisboa 78kms
Loulé 200kms
Montemor-o-Novo 25kms
Mora 66kms
Ponte de Sor 111kms
Redondo 99kms
Reguengos de Monsaraz 93kms
Serpa 142kms
Setubal 46kms
Torrão 62kms
Vendas Novas 10kms
Vimieiro 66kms